Sob a pele de outra pessoa que não eu, escrevo o mesmo:
A aparência e o nome não são mais do que outra forma de esconder a alma.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Olá!

Olá, Estranho!
Pois, para mim tratá-lo por estranho é, sem dúvida, bastante mais facil do que tratá-lo por um Ninguém Em Particular ou Aquele Em Concreto. O Estranho tem tanto de afectivo como de respeitoso, e indica não só a sua condição em relação a mim, como também a vastidade de sentimentos e personalidade que possui. É a unica imagem que vejo mas, porem, sei-a mais cheia do que aparenta.
Para que é que serve este Blog, pode perguntar-se? Bem, para nada em particular e para tudo em questão. Chamo-lhe o Meu Cantinho Solitário, não porque sou solitária, mas exactamente porque não o sou... Porque tenho sempre com quem falar, alguém a quem me agarrar, um último recursa... Tenho a vida cheia. Cheia de amigos, de felicidade, de familia, de letras... Bem, por isso, achei que talvez fosse bom ficar um pouco mais vazia. Aqui sou o lado da mente que nunca revelei a ninguém. Aqui sou o lado que não tem de satisfazer a sociedade. O lado que ainda não tem amigos. Que é cego e que não conhece o mundo. O lado que é grande parte da minha mente mas muito pouco do meu exterior...
Mas a realidade é que criei este blog para poder desabafar sobre o meu percurso no caminho das letras...
Poderiam dizer-me muito nova para escrever. Podiam dizer-me muito nova para pensar. Podiam dizerme muito nova para me preocupar.
Bem, não sou muito nova pra qualquer destas coisas. Não á idade para espirito livre. Não á idade para as ideias claras. Não á idade para os objectivos.
Tudo o que os outros vêm é uma rapariguinha pequena, que gosta de rir e de conversar. Que se aborrece nas aulas e se vira para o lado. Que não quer usar o seu lado racional porque prefere o que corre riscos... Bem, e isso é tudo o que eles irão ver. Não me irão ver assim. Tão descoberta, tão fragil e tão insegura. Num mundo tão vasto, a insegurança pode ser o nosso fim, e fragilidade a nossa desgraça e o vacilar pode ser a morte.
Tenho apenas doze anos, espero pacientemente pelos treze, mas isso não significa que não pense nem sonhe.
Alguns sim, mas eu recuso-me a fazer parte da maioria.
Isso seria simplesmente demasiado banal.

Este é o meu novo blog. Não estranhem a quantidade de publicações neste primeiro dia, são as antigas do blog anterior...

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